terça-feira, 2 de julho de 2013

Livro 12: 'Botafogo, o Glorioso — Uma história em branco e preto'

1996: Botafogo, o Glorioso — Uma história em branco e preto, de Braz Pepe, Luiz Mendonça e Ney Oscar Carvalho

1996: Taça Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro

O Botafogo conquistou a Taça Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 29 de fevereiro de 1996, vencendo o Madureira por 3x0 e conquistando também a ‘Taça Cidade Maravilhosa’ (Torneio Municipal).

BOTAFOGO 3x0 MADUREIRA
» Gols: Josecler (contra) e Dauri, no 1º tempo; Jamir, no 2º tempo
» Competição: Taça Cidade Maravilhosa (Torneio Municipal)
» Data: 29.02.1996
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: R$ 210.820,00
» Público: 22.962 pagantes
» Árbitro: Ubiraci Damásio de Oliveira
» Botafogo: Wagner (Carlão), Perivaldo (Silas), Wilson Gottardo, Gonçalves e Jefferson; Jamir, Uidemar, Moisés e Dauri; Bentinho (Paulo Roberto Prestes) e Túlio. Técnico: Marinho Peres
» Madureira: Acácio (Artur), Germano, Marçal, Dedé e Josecler (Clei); Pedro Paulo, Bonamigo, Eduardo e Robinho (Wellington); Gílson e Magno. Técnico: Nelsinho
Obs: 1. Jefferson (aos 2’) e Dedé (aos ?) foram expulsos, ambos no 2° tempo; 2. Além da Taça Cidade Maravilhosa (Torneio Municipal), o Alvinegro também conquistou a Taça Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

Pesquisa de Pedro Varanda (investigador esportivo e colaborador do Mundo Botafogo): Fontes: O Dia, O Globo e Revista Botafogo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Karen de los Santos: se eu fosse gaúcho…


… seria… torcedor do Esporte Clube Pelotas…

Foto: Paulo Rossi.

Afonsinho, o rebelde

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Afonso Celso Garcia Reis, conhecido por ‘Afonsinho’, nasceu em São Paulo no dia 3 de setembro de 1947. Filho de um ferroviário e de uma professora, Afonsinho passou a sua infância em Marília e a adolescência em Jaú, cidade do interior do Estado de São Paulo, atuou na posição de meio campo do Botafogo e é famoso sobretudo por lutar pela posse do seu passe e obtê-lo. Também passou pela música e atualmente exerce medicina.

Afonsinho iniciou a sua carreira de futebolista no infanto-juvenil do Náutico, um clube de várzea de Jaú, e por volta dos 15 anos ingressou no XV de Jaú, em 1962, que à época disputava a 2ª divisão do Campeonato Paulista.

Aos 17 anos de idade, em 1965, ingressou no Botafogo na posição de meio campo para substituir ora Élton, ora Aírton, na formação do meio campo com o célebre Gérson, o canhotinha de ouro. Afonsinho permaneceu no Botafogo até 1970 e conquistou importantes títulos:

» Campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1966
» Bicampeão carioca em 1967 e 1968
» Bicampeão da Taça Guanabara em 1967 e 1968
» Campeão da Taça Brasil em 1968

Em 1970 foi para o Olaria e, em seguida, para o Vasco da Gama. Entretanto, regressou ao Botafogo, mas em 1972 ingressou no Santos, jogando ao lado de Pelé; no Flamengo, em 1973-74; no América Mineiro, em 1975; retornou ao XV de Jaú, em 1977; ingressou no Madureira em 1980; e no Fluminense em 1981-82, onde encerrou a sua carreira como jogador profissional.

Entre 1976 e 1979 Afonsinho reuniu diversos craques como Brito e Samarone e jogava amistosos pelo Brasil afora.

Porém, Afonsinho é famoso sobretudo porque foi o precursor na luta pelo fim do passe do jogador de futebol. A sua postura de esquerda, em período da ditadura, inviabilizou a sua convocação para a Seleção Brasileira, apesar do inigável talento que possuía.

No início da década de 1970, Afonsinho viveu a militarização no futebol brasileiro e nessa mesma época cursava medicina na Escola de Medicina do Rio de Janeiro, atual, UniRio, e privava com músicos, artistas e intelectuais. Afonsinho também liderava reivindicações dos direitos dos jogadores, ficando a fama de ‘rebelde’ e ‘encrenqueiro’, sendo chamado de ‘jogador-hippie’, ‘jogador-problema’, ‘jogador maldito’ e ‘jogador iê-iê-iê’.

Em 1971, em plena Ditadura Militar, Afonsinho foi proibido de jogar por algum tempo por se recusar a cortar os seus longos cabelos e barba, tendo sido registrado no Serviço Nacional de Informações (SNI) como subversivo e comunista. Diante da absurda situação, o jogador iniciou uma batalha jurídica e política, conseguindo obter a propriedade do seu próprio passe, feito até então inédito no futebol brasileiro.

A sua carreira rara no mundo do futebol, despertou o interesse da classe artística e o músico Gilberto Gil, mais tarde Ministro da Cultura, lançou a canção ‘Meio de Campo’, em 1973, e a última frase dizia que “fazer um gol nessa partida não é fácil, meu irmão”, em alusão à luta do jogador contra os cartolas.

Em 1974 foi realizado um filme documentário de longa-metragem dirigido por Oswaldo Cadeira, intitulado ‘Passe Livre’ e baseado na vida de Afonsinho. O filme parte do incidente relatado e examina as relações de trabalho no futebol brasileiro, tendo nele participado vários jogadores, técnicos e comentaristas de renome, tais como João Saldanha, Jairzinho e Amarildo. Também foi escrito o livro intitulado ‘Prezado Amigo Afonsinho’, da autoria de Kleber Mazziero de Souza, o qual conta com declarações de grandes nomes ligados ao futebol.

Porém, além de um jogador talentoso, Afonsinho mostrou empenho nos estudos para se formar em Medicina, pela UERJ, em 1974, mesmo sob reclamação dos técnicos e dirigentes, que exigiam dedicação exclusiva do jogador ao futebol.

Além da experiência vivida na luta pelo passe livre, Afonsinho continua mais do que nunca um apaixonado pelo futebol, pela liberdade e pela cidadania. Os seus projetos também são muito interessantes: desenvolveu atividade esportiva para pacientes em tratamento psiquiátrico no Pinnel, e, duas vezes por semana, passou a treinar crianças do colégio Tia Ciata na Cidade Nova, iniciativa compartilhada com a organização não-governamental Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde Social (IBISS), ao lado de Nei Conceição e do Orlando Vovô, antigos companheiros do Botafogo.


Botafogo 3x0 Internacional – ligue-se o alerta

Walter, pela enésima vez. Para quando não ter que publicar esta figura novamente? por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo É Tempo de Soci...