sábado, 19 de novembro de 2016

Proibido de sonhar

Como no jôgo do bicho, os sonhos são uma fórmula tradicional de previsão no futebol. Um dos sonhadores mais em evidência foi o cronista esportivo Geraldo Romualdo da Silva. No campeonato de 1945, êle costumava aparecer todos os sábados na concentração do Botafogo, no Hotel Leblon. Na véspera de um jôgo com o Bonsucesso, não apareceu. Sonhara que o Botafogo tinha empatado (1 a 1) e resolvera sumir para não contagiar os jogadores com seus maus pressentimentos. A realidade foi ainda mais dura do que o sonho: o Botafogo perdeu por um a zero.

Daí em diante, os botafoguenses trataram de evitar que o cronista tivesse outros sonhos dêsse tipo. Na sexta-feira, Carlos Machado reservava-lhe a melhor mesa do Cassino da Urca e prendia-o até de manhã. Depois apareciam outros botafoguenses para conversar até a hora de êle ir para o trabalho. A mesma coisa se repetia no sábado. E o cronista teve que se habituar a não dormir nos fins de semana.

Fonte: Facebook de Flamínio Lobo.

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