quarta-feira, 29 de abril de 2026

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

Jogo fácil do início ao fim e em estilo de treino na 1ª parte, de tal modo que o jogo se tornou entediante para o espectador.

Face a um adversário claramente inferior às restantes equipes do Grupo o Botafogo apresentou-se num 4-4-2 que variava para o 3-5-2 quando atacava, mas nem por isso se tornou mais efetiva, porque adormeceu a partir dos 15’ quando se adiantou no marcador.

Desde o início parecia claro que o adversário não conseguiria medir forças com o Botafogo, organizado em triângulo no meio campo e com Alan mais avançado, ao mesmo tempo que os nossos laterais progrediam nas duas alas e lançavam sucessivos cruzamentos para a área.

Apesar disso, a jogada mais perigosa só surgiu aos 12’, quando um cruzamento de Arthur Cabral do lado esquerdo encontrou o jovem Kadir ao segundo pau, que tocou de cabeça para Edenílson na pequena área, que por um triz não inaugurava o marcador. E em seguida, aos 15’, Alex Telles centrou novamente da esquerda ao segundo pau e Mateo Ponte entrou fulminante para balançar as redes adversárias. Botafogo 1x0.

E foi aí que o treino praticamente começou: posse de bola com mais de 70%, jogo cadenciado, tentativas pouco efetivas e muito mornas para ampliar o marcador, sobretudo porque boa parte das bolas chegavam na direção de Arthur Cabral que, aparentemente com peso acima do que devia, não consegue correr o suficiente e as bolas tornaram a escapar-lhe – por não as alcançar ou não dominar –, depois de duas ou três boas apresentações em jogos anteriores, inviabilizando a pretendida articulação com Álvaro Montoro.

O jogo atingiu um nível de ‘banho-maria’ tão alto que após o gol passaram-se 25 minutos até uma nova grande oportunidade dentro da área aos 40’ com Cabral novamente fora de rota da bola; aos 45’ o jovem Kadir – bastante mais perigoso do que Cabral – insistiu na busca da bola após hesitação da zaga e conseguiu rematar com a bola saindo rasteira rente ao poste.

O 1º tempo terminou com um único e frouxo remate do Independiente à nossa baliza contra uma dúzia de remates do Botafogo, que evidenciou volume de jogo atacante, mas muito pouco eficaz.

Na 2ª parte, certamente por instruções do treinador, a mesma equipe da 1ª parte e com o mesmo esquema tático apresentou-se bastante mais veloz desde o minuto inicial, quando Kadir, aos 46’ deu o tom, rematando de primeira e ganhando escanteio; aos 50’ o mesmo Kadir, muito móvel no ataque, cruzou para trás desde a linha de fundo e Montoro rematou para o goleiro espalmar com boa defesa.

Ainda assim, somente aos 62’ o Botafogo foi capaz de vencer pela 2ª vez a atabalhoada equipe do Independiente: Alex Telles cobrou uma falta descaído para a direita, o goleiro espalmou, Montoro recebeu o rebote para lá do segundo poste e conseguiu, com pouco ângulo, rematar cruzado e ampliar o placar. Botafogo 2x0.

Entretanto o nosso estimado Franclim continuou ‘dando bola’ para Joaquín Correa que tornou a entrar em mais um jogo, no lugar de Kadir, sem concretizar coisa alguma. Kadir, apesar de não conseguir um gol merecido, mostrou-se o mais aplicado, móvel e com diversas boas assistências para os companheiros.

Embora perceba que é necessário rodar a equipe face ao elevadíssimo número de jogos de três em três dias, não entendo a razão de Lucas Villalba continuar encostado emperrando-se a possibilidade de ganhar minutos e subir de forma – porque é muito melhor do que a nulidade de jogadas apresentadas por Correa.

Vencida e cansada, a frágil equipe adversária tomou pela 1ª vez um contra-ataque do Botafogo, excelentemente trabalhado de pé em pé, e Newton – que entrara há pouco – teve a felicidade de concluir com sucesso aos 77’. Botafogo 3x0.

Aos 86’ Marçal rematou ao poste; aos 87’ Bastos desperdiçou uma grande oportunidade com uma cabeçada para fora; aos 90+3’ terminou uma partida desinteressante.

E aos ‘trancos e barrancos’ o Botafogo alcança o 9º jogo sem conhecer o sabor da derrota e Franclim Carvalho mantém a sua invencibilidade como técnico há 7 jogos.

O Remo também é para vencer – desejavelmente com menos ‘banho-maria’ do que contra o Independiente Petrolero.

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

» Gols: Mateo Ponte, aos 15’, Álvaro Montoro, aos 62’, e Newton, ao 77’

» Competição: Copa Sul-americana

» Data: 28.04.2026

» Local: Estádio Olímpico Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

» Público: 7.198 pagantes; 8.434 espectadores

» Renda: R$ 168.497,00

» Árbitro: Fernando Vejar (Chile); Assistentes: Carlos Poblete (Chile) e Eric Pizarro (Chile)

; VAR: Miguel Araos (Chile)

» Disciplina: cartão amarelo – Bastos e Santi Rodríguez (Botafogo); Eduardo (Independiente); cartão vermelho – Eduardo (Independiente)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Allan, Cristian Medina, Edenílson (Newton) e Álvaro Montoro (Santi Rodríguez); Kadir Barría (Joaquín Correa) e Arthur Cabral (Chris Ramos). Técnico: Franclim Carvalho.

» Independiente Petrolero: Johan Gutiérrez; Saúl Torres, Eduardo, Palma e Francisco Rodríguez (Leaños); Daniel Rojas, Diego Vargas (Gustavo Cristaldo) e Willie; Ruddy Cardozo (Mercado), Wagner Pinote (Lutkowski) e Jonatan Cristaldo (Rivas). Técnico: Thiago Leitão.

2 comentários:

Sergio disse...

O jogo de ontem conseguiu ser mais desinteressante que os jogos contra times pequenos no carioquinha, pelo
menos a grande maioria dos jogos dessa competição.
Na verdade foi um treino com poucos atrativos, e confesso, foi chato assistir o jogo de ontem, logo, pouca há para comentar, exceto que a preguiça do Tuco Corrêa consegue ser pior do que o que aconteceu em campo. Eu gostaria de saber duas coisas: por que o Franclim insiste com o Tuco, e por que não utiliza o Villalba? Abs e SB!

Ruy Moura disse...

Concordo inteiramente. Eu nem acredito que treinem desse modo, porque se o fazem assim, então já consigo compreender diversos problema da equipe.

Houve jogos do 'carioquinha' bem menos chatos contra equipes modestas, mas aguerridas - coisa que nem isso os bolivianos apresentaram.

Franclim tem certamente algum segredo muito bem guardado que justifique tal 'paixão' pelo Corrêa.

Abraços Gloriosos.

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