quinta-feira, 21 de maio de 2026

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

Destaque do Botafogo. Crédito: Vitor Silva | Botafogo.

por RUY MOURA | Editor d Mundo Botafogo

O jogo entre Botafogo e Independiente Petrolero não permite uma avaliação objetiva ao desempenho da nossa equipe em um jogo internacional, tendo em conta que a equipe boliviana o melhor que fez foi proporcionar ao Botafogo um bom treino e, mais do que revelar a qualidade do nosso desempenhou, evidenciou alguns dos nossos pontos fracos que permanecem como dantes.

Uma avaliação positiva refere-se à quantidade de jogadas e remates perigosos; uma avaliação menos positiva realça o enorme volume ofensivo que acabou quase invariavelmente nas mãos do homem do jogo – Jhohan Gutiérrez.

Ou o goleiro boliviano é um verdadeiro craque, ou as conclusões do Botafogo continuam pecando pela desafinação.

Desde o primeiro ao último minuto de jogo foi o Botafogo que levou perigo à baliza adversária, especialmente na primeira parte, na qual, segundo as estatísticas, efetuou mais de duas dezenas de conclusões e apenas faturou um gol.

O Independiente limitou-se fundamentalmente a fechar as infiltrações pelo meio e o Botafogo jogou predominantemente pelas alas. De modo geral, a equipe boliviana ofereceu os espaços necessários para o Botafogo avançar facilmente pelas pontas e pelo meio até à intermediária.

Apesar de vários remates logo aos primeiros minutos, por Cristian Medina e Lucas Villalba, o guardião boliviano assinou muito boa presença desde o início, o travessão evitou um gol de cobrança de falta por Alex Telles aos 14’ e somente aos 23’ é que o Botafogo inaugurou o marcador, numa das poucas jogadas bem sucedidas em penetração pelo interior. Lucas Villalba fez o passe à entrada da área, a bola rebateu no zagueiro e Cristian Medina saiu na frente do goleiro, driblou-o e rematou para a baliza aberta. Botafogo 1x0, com um gol atualmente raro de ver com drible sobre o goleiro.

Na segunda metade do 1º tempo o Botafogo continuou criando jogadas perigosas, Kauan Toledo acertou na trave e a equipe continuou desperdiçando gols, apesar dos espaços de que dispunha, das divididas que ganhava e dos remates que o goleiro boliviano defendia.

Digamos que as insuficiências da equipe vieram claramente ao de cima contra um adversário frágil, que pela lógica deveria ter sido goleado por 5 ou 6 a zero, designadamente no que respeita às decisões erradas de passes ou de remates e à clara falta de definição no remate.

No 2º tempo o volume de jogo continuou a não ter correspondência no placar. O magro resultado, todavia, não correspondia a qualquer pressão do Independiente, que em todo o jogo não obrigou Neto a uma única defesa e não criou jogadas realmente perigosas.

Somente 58 minutos após o primeiro gol é que o Botafogo conseguiu ampliar o resultado. Mateo Ponte, totalmente livre de marcação, cruzou rasteiro da ponta direita, a bola sobrou para Jordan Barrera ao segundo poste, que ainda teve tempo de ajeitar e rematar vitoriosamente aos 81’. Botafogo 2x0.

Aos 86’, ao cair do pano, o inenarrável Joaquín Correa avançou pela esquerda até quase à linha de fundo e aparentemente efetuou um cruzamento, sendo menos provável que tenha tentado o remate, Eduardo vinha embalado para defender a sua baliza e acabou por enfiar a bola no fundo das redes em gol contra.

Em suma, mais três pontos, classificação direta à beira de acontecer, precisando apenas do Caracas empatar o seu jogo de hoje, ou na última rodada Botafogo e Caracas empatarem.

FICHA TÉCNICA

Botafogo 3x0 Independiente Petrolero

» Gols: Cristian Medina, aos 23’, Jordan Barrera, aos 81’, e Eduardo aos 86’ (contra)

» Competição: Copa Sul-Americana

» Data: 20.05.2026

» Local: Estádio La Huerta, em Assunção (Paraguai)

» Público: portões fechados

» Árbitro: Guillermo Guerrero (Equador); Assistentes: Christian Lescano (Equador) e David Vacacela (Equador); VAR: Gabriel González (EQU)

» Disciplina: cartão amarelo – Eduardo, Montero e Rafinha (Independiente Petrolero)

» Botafogo: Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles; Huguinho (Santi Rodríguez), Cristian Medina e Álvaro Montoro (Jordan Barrera); Lucas Villalba (Caio Valle), Arthur Cabral (Chris Ramos) e Kauan Toledo (Joaquín Correa). Técnico: Franclim Carvalho.

Independiente Petrolero: Jhohan Gutiérrez; Montero (Wagner Pinote), Eduardo, Palma, Francisco Rodríguez (Leaños) e Daniel Rojas; Gustavo Cristaldo (Rafinha), Navarro (Mercado) e Ruddy Cardozo; Willie (Adelan) e Rodrigo Rivas. Técnico: Thiago Leitão.

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