quinta-feira, 25 de março de 2021

Botafogo 0x2 Flamengo

FICHA TÉCNICA

Botafogo 0x2 Flamengo​

» Gols: Rodrigo Muniz, aos 23’, e Hugo Moura, aos 85’

» Competição: Campeonato Estadual

» Data: 24.03.2021

» Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).

» Árbitro: Maurício Machado Coelho Júnior; Assistentes: Luiz Cláudio Regazone e Silbert Faria Sisquim

» Disciplina: cartão amarelo – Matheuzinho, Léo Pereira, Hugo Moura e Rodrigo Muniz (Flamengo); Kanu (Botafogo) e cartão vermelho – Kanu (Botafogo)

» Botafogo: Douglas Borges; Jonathan, Benevenuto, Kanu e Paulo Victor; Zé Welison, Rickson (Ronald) e Matheus Frizzo (Kayque); Warley (Gilvan), Marcinho (Felipe Ferreira) e Matheus Babi (Navarro). Marcelo Chamusca.

» Flamengo: Hugo Souza; Matheuzinho (João Lucas), Bruno Viana, Léo Pereira e Renê; Hugo Moura, João Gomes (Richard Rios) e Pepê (Thiaguinho); Vitinho (Max), Michael e Pedro (Rodrigo Muniz).​ Técnico: Maurício Souza.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Paulinho Ladrão: 1º ‘Ladrão de Bola’ do futebol brasileiro

por RUY MOURA

Editor do Mundo Botafogo


Paulo Ribeiro de Omena, o ‘Paulinho Ladrão’, nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 23 de agosto de 1932. Foi meio campista, mas por vezes jogava como zagueiro ou lateral-esquerdo.


Criado no bairro de Marechal Hermes, era conhecido por ‘Quinho’ e jogava futebol nos campinhos de terra batida, sonhando com o ‘futebol grande’. E um dia a ‘fantasia’ virou realidade no então Madureira Atlético Clube (RJ), tendo passado pelo juvenil e pelos aspirantes até se estrear na equipe principal em 1952, ao mesmo tempo que trabalhava no funcionalismo público federal.


Paulinho tornou-se uma revelação no campeonato carioca de 1953, com 21 anos de idade, fazendo atuações de gala contra o Botafogo, atuando com Nayr, Nelsinho e fazendo dupla de ataque com o seu amigo Evaristo de Macedo no início da década de 1950. Logo foi cobiçado por grandes clubes, mas a sua paixão alvinegra de infância levou-o ao Clube da Estrela Solitária, tendo sido comprado em 1954 pela astronômica quantia de 400 mil cruzeiros, o maior valor pago até aquela época pelo Alvinegro, somente ultrapassado quando o Glorioso desembolsou um milhão de cruzeiros pelo grande Didi.


Botafogo em 1954. Da esquerda para a direita, em pé: Gérson, Gilson, Nilton Santos, Danilo Alvim, Ruarinho e Orlando Maia. Agachados: Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho Ladrão e Vinicius. Acervo de José Eustáquio.


Paulinho Ladrão teve a ingrata missão de substituir Geninho, o principal jogador da equipe até 1953 e responsável pela conquista do campeonato de 1948 sobre o Expresso da Vitória. Chegado com o apelido de ‘Marcador-Relâmpago’, foi o saudoso Luís Mendes, um dos mais relevantes jornalistas botafoguenses, que o apelidou de ‘Ladrão de Bola’ porque tinha uma enorme facilidade em surrupiar a bola aos adversários, coisa que ao contrário de o incomodar lhe deu satisfação e assim carregou em toda a sua vida o inédito apelido, que popularizou no futebol a expressão “roubar a bola” e “ladrão de bola”.


‘Do nada’, Paulinho chegava e desarmava o adversário, e durante três anos desenvolveu imensos talentos em General Severiano, tendo diversas virtudes tais como ser canhoto, senhor de grande fôlego e rapidez, driblar por entre as pernas dos adversários, ajudar a defesa, apoiar o ataque, fazer assistências e gols.


Quase foi vendido à Juventus, mas recuou devido à família e foram Dino e Vinícius os atletas do Botafogo que ficaram na Europa após uma excursão. Entretanto Zezé Moreira deixou Paulinho Ladrão fora da convocatória para outra excursão e tendo chegado ao fim do contrato rumou ao Clube Náutico Capibaribe (PE) em 1958.

 

Botafogo, em 1955. Da esquerda para a direita, Garrincha, Gato, Gasnock, Paulinho Ladrão e João Carlos. Acervo de José Eustáquio.

 

Porém, os constantes atrasos salariais deram a Paulinho a possibilidade de conquistar o ‘passe-livre’, sendo um dos primeiros atletas brasileiros a ter esse privilégio. Então, surpreendentemente, o mesmo Zezé Moreira que o afastara de uma excursão no Botafogo, convidou-o para o Fluminense, tendo assim regressado ao Rio de Janeiro para integrar o plantel dos tricolores num momento em que estava com 26 anos de idade e sem clube. E foi no Fluminense que tornou a brilhar como campeão carioca de 1959 e campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1960, bem como envergando a camisa da Seleção Carioca. Três anos após, em 1963, foi transferido para o Bonsucesso Futebol Clube (RJ) para jogar ao lado do seu amigo Pinheiro e de Sabará, e aí encerrou a sua carreira em 1966, continuando como funcionário público da Marinha.


Personagem esquecido do futebol brasileiro, embora tivesse atuado ao lado de grandes jogadores como Garrincha, Nilton Santos, Quarentinha, Telê Santana, Castilho, Waldo e tantos outros, foi ‘ressuscitado’ em 2018 pelo seu neto Ygor Lioi, que rodou o seu primeiro documentário chamado "Um Craque Esquecido", através de um projeto social da Portela, o ‘Por Telas’, que foi passado no Cinefoot de 2018.


O primeiro ‘Ladrão de Bola’ do futebol brasileiro tem sido, desde então, relembrado em muitos circuitos do futebol, tais como o ‘Museu da Pelada’, ‘Tardes de Pacaembu’ ou ‘Que fim levou?’, de Milton Neves.


Paulinho tem atualmente 88 anos de idade, ainda reside em Marechal Hermes e já é lembrado por todos, embora ele mesmo já não se lembre das coisas.


Fontes:

https://tardesdepacaembu.wordpress.com/2019/02/11/paulinho-cuidado-com-o-ladrao/;

http://www.museudapelada.com/paulinho-ladrao-de-bola;

https://blogmiltonneves.uol.com.br/blog/2021/03/22/paulinho-ladrao-o-jogador-que-originou-a-expressao-ladrao-no-futebol/

Quarentinha em General Severiano, 1963

 

terça-feira, 23 de março de 2021

Campeões estaduais do Botafogo em 1956

Premiação a Lúcia Mendes de Oliveira Castro, voga do Yoles a 4 remos

Acervo de ANGELO ANTONIO SERAPHINI

Colaborador do Mundo Botafogo

Em 1957 o Botafogo premiou os seguintes campeões estaduais de 1956:

REMO

Outriggers a 8 remos masculino: Audifax Barbosa, Celso Juarez de Lacerda, Crisanto Viana Guimarães, Hélio José Ribeiro Batista, João da Costa Côrtes, José Arthur Sales Pascoli, Josephus Maria Franciscus Zaeyen, Lourival Rodrigues de Souza e Moacyr Cruz.

Novíssimos masculino: Amaury de Souza, Crisanto Vieira Guimarães, Josephus Maria Franciscus Zaeyen, Manoel Tereso Novo e Maurício de Barros Toscano.

Principiantes masculino: Amaury de Souza, Arlindo Leoni de Souza, Crisanto Viana Guimarães, Fernando Magalhães Mota, Hassen Sapha, Lourival Rodrigues de Souza, Manoel Tereso Novo, Maurício de Barros Toscano e Vily Ramos Teixeira.

Estreantes masculino: Adhemar Cecílio Manes, Crisando Viana Guimarães, Getulio de Souza Neves, Giltiat Rosas, Hassen Sapha, Mario Oswaldo Kneese da Silva Jardim, Maurício de Barros Toscano, Vily Ramos Teixeira e Wilhelm Brada.

Yoles a 4 (Primavera) feminino: Ana Maria Solveigh Wendel Cerqueira Leite, Eliana Glória Soares de Paula, Lúcia Mendes de Oliveira Castro, Margarida Tereza Nunes Leite e João da Costa Côrtes (timoneiro)

HALTEROFILISMO

Adultos: Adolpho Maranhão Bucker de Aguiar, Antonio Pereira, Celso Lopes da Silva, José Augusto Adnet, Luiz Aguiar, Osmar F. D. Nogueira, Oswaldo Leão, Pantaleão Blanchi Rinaldi e Pedro Mena Barreto Filho.

Estreantes: Carlos Augusto Manhães, Celso Lopes da Silva, José Warmuth Teixeira e Leônidas Cumplido.

Fonte: Boletim Oficial do Botafogo, nº 129, de 1957.

Treinadores e contextos (VIII): Carlos Alberto Torres do título continental ao penúltimo lugar no Brasileirão

Carlos Alberto Torres, jogador e treinador. Crédito: Domínio Público. por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Num ano verdadeiramente e...