por
RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
A comparação entre a equipe A e a equipe B,
ou mista, do Botafogo continua sendo abismal em termos técnicos e táticos.
O início da partida começou de modo
fulgurante com o Botafogo a dominar totalmente os acontecimentos,
designadamente através de incursões velozes de Carlos Alberto no ataque e
diversas inversões de jogo que dificultavam a marcação do Nova Iguaçu.
Apesar disso notou-se novamente uma correria
que havia sido corrigida anteriormente, mas que regressou neste jogo. A
correria implicou muitas perdas de passe cruciais, lançamentos excessivos que
se perderam pela linha de fundo e uma certa ansiedade para inaugurar o
marcador, talvez porque Luís Castro insistiu muito durante os treinos nas
arrancadas em velocidade para a baliza logo que o Botafogo ganhasse a bola.
Matheus Nascimento errou a maioria dos passes
e não construiu nada de positivo, mostrando que, provavelmente, os excessos de elogios
do passado toldaram-lhe a mente. Compreende-se que a ansiedade dos torcedores
por títulos e craques leve a que uma melhoria da equipe, ou o despontar de um
jogador, faça com que a torcida acredite logo em títulos ou que duas ou três
exibições boas de um atleta o façam virar craque. Compreende-se, mas é
necessário maior racionalidade nas nossas análises.
Patrick de Paula também errou em diversas
ocasiões, e quando Carlos Alberto foi atingido por um adversário e saiu de
campo, o jogo virou, porque o Nova Iguaçu cresceu e equilibrou a partida,
chegando algumas vezes com perigo à área do Botafogo, bem como deixou de fazer
uma marcação alta e segurou melhor a defesa, sem descuidar contra ataques que
pudesse fazer.
O árbitro foi, contudo, a nota mais negativa
da primeira parte, anulando um gol legal e deixando que os jogadores do Nova
Iguaçu baixassem o sarrafo nos atletas do Botafogo.
Pelos primeiros 20 minutos de jogo o Botafogo
merecia ter aberto o placar e ido para o intervalo com vantagem.
No segundo tempo o Nova Iguaçu começou
ameaçando com perigo, mas o Botafogo retomou a liderança da partida e aos 58’
Matheus Nascimento sofreu um pênalti claro que o juizinho da partida fez vista
grossa e não marcou. E deixou o sarrafo continuar, com a agravante de passar a
ser de parte a parte das duas equipes.
Aos 60’ Sauer levou a bola ao travessão e
depois disso o equilíbrio da partida foi retomado, tendo Segovia aparecido mais
avançado com bons passes, até que nos últimos 10 minutos de jogo o Botafogo
pressionou, ameaçou, mas não marcou, continuando com problemas muito
significativos no último passe e nos remates. Apesar do desempenho ter melhorado
com as substituições de peso de Victor Sá, Tiquinho, Marçal e Gabriel Pires,
não mudaram o rumo do placar, que apesar das emoções dos últimos minutos e dos
esforços de Victor Sá, ficou tristonho, mudo e quedo num frustrante 0x0.
Em suma, a equipe B ou mista não está à
altura de disputar jogos de 1ª divisão e só mesmo a opção de minutagem para
todos os atletas justifica as escalações mistas no âmbito de uma temporada que
vai ser muito exigente em quantidade de jogos a disputar.
NOTA FINAL: O Mundo Botafogo parece ter razão
em dois pronunciamentos que fez sobre a transferência de Jeffinho e sobre os
péssimos e desagradáveis comentários e narrações da Cazé TV, porque Textor
emendou a mão no que respeita à venda de Jeffinho (cujo empréstimo seria a
título gratuito, já que inicialmente nem se falava em qualquer valor até à
opção de compra) e a Cazé TV mudou radicalmente de narrador e comentarista ao
apresentar os excelentes Bruno Cantarelli e Fernanda Maia.
FICHA TÉCNICA
Botafogo
0x0 Nova Iguaçu
» Gols: -
» Competição: Campeonato Carioca (Taça
Guanabara)
» Data: 01.02.2023
» Local: Luso-Brasileiro,
no Rio de Janeiro (RJ)
» Público: 1.814
espectadores
» Renda: R$ 46.362,00
» Árbitro: Rafael
Martins de Sá; Assistentes: Thiago
Henrique Neto Corrêa Farinha e Hugo Filemon Soares Pinto
» Disciplina: cartão amarelo – Patrick de
Paula, Daniel Borges e Marlon Freitas (Botafogo); Paulo
Henrique, Marquinho Macaé, Matheus Alves e Ícaro (Nova Iguaçu)
» Botafogo: Douglas Borges; Daniel Borges,
Philipe Sampaio, Segovia e Hugo (Marçal); Danilo Barbosa, Marlon Freitas e
Patrick de Paula (Gabriel Pires); Gustavo Sauer, Matheus Nascimento (Victor Sá)
e Carlos Alberto (Luís Henrique) (Tiquinho Soares). Técnico: Luís Castro.
» Nova Iguaçu: Max; Léo Fernandes, Matheus
Alves, Gabriel Pinheiro e Bruninho; Paulo Henrique (Léo Índio), Gustavo Nicola
(Caio Miranda) e Ícaro (Marquinho Macaé); Andrey (Gabriel Canela), Andrezinho,
Nathan Palafoz (Léo Jacó). Técnico: Carlos Vitor.
6 comentários:
Já estamos com 9, 10 meses de trabalho de Castro, e na maioria dos jogos o time não consegue acertar três passes seguidos, e quando precisa atacar, jogar de forma propositiva, nunca se impõe.
Certamente refere-se à equipe B ou mista nesta fase de pré-temporada. Só pode. E ainda assim, com equipe mista, poderia fazer 2x0 com gol mal anulado e pênalti por marcar.
Antigamente os suplentes, reservas, aspirantes, Juniors e até juvenis entravam para suprir as necessidades de momento, por contusões ou expulsões. Ou os aspirantes ou mistos em amistosos de pé e temporada. Agora me parece que testam o elenco em qualquer momento, quando se deveria entrar com o time supostamente completo, com poucas alterações, independente do adversário, para o time ganhar entrosamento.
Que o time do Botafogo não foi bem é fato. Porém, há de se observar que o time entrou com pelo menos 3 jogadores a menos: Matheus Nascimento, Daniel Borges e não tão mal o Hugo. Para piorar, o Carlos Alberto que vinha bem e dando possibilidades de bons ataques foi criminosamente tirado do jogo, e o pior, o juiz deu somente um amarelo para o agressor quado seria o caso de expulsão. E a entrado do Luís Henrique muito mal, desarticulou o ataque do Botafogo.
Realmente a arbitragem foi tenebrosamente ruim: anulou gol legal, não deu um pênalti claro e deixou o Nova Iguaçu baixar o sarrafo. Se a arbitragem do Brasil é um horror, a do Rio consegue ser hours concuor em termos de ruindade..
A verdade é que temos um elenco com lacunas que precisam ser corrigidas com urgência, pois a maioria desses jogadores do time B estão muito aquém de um elenco que pretende ser protagonista. E não adianta culpar o Luís Castro, pois taticamente ele tem sido correto, mas se há jogadores que erram o básico a culpa não é do treinador, mas tem quem disponibiliza esses jogadores e não trás jogadores mais capacitados. Até agora os reforços ficam nas promessas. ABS e SB!
Compreendo o seu ponto de vista, Vanilson, mas essa não é a aposta do treinador neste momento. Efetivamente, ele já afirmou claramente que não tendo feito a pré-temporada, o Carioca serve para esse efeito, e em pré-temporada tem que se dar minutagem a todos os jogadores da equipe principal e de reservas. LC deixou claro que agora não estava realmente a pensar no imediato, mas em preparar a equipe para toda a temporada, que vai ser muito difícil com tantas competições pela frente e com objetivos de chegar longe. Uma equipe europeia faz 50 jogos por ano, máximo de 55. No Brasil, em casos de boa temporada, o Botafogo já fez 70 jogos. Então, vamos ter várias lesões, suspensões e extenuação física, sendo preciso um plantel amplo e que os substitutos tenham jogado o suficiente para entrar em boas condições.
Abraços Gloriosos.
Inteiramente de acordo, Sergio. Arbitragem sempre contra nós, em especial quando não há VAR; Matheus Nascimento ficou deslumbrado com os elogios da torcida e da mídia e estagnou, ou mesmo retrocedeu; Luís Henrique, já mencionei isso anteriormente, não percebi porque regressou já que nada havia feito quando saiu; Daniel Borges é bom na Série B, tal como o Chay e outros; a saída de Carlos Alberto deixou o ataque às moscas, e Tiquinho Soares não fez ainda nenhum jogo capaz este ano, só se salvando contra o NI o Victor Sá. A boa nova foi verificar que Segovia cnfirma o que eu pensava sobre ele. Creio que será peça importante na equipe. Sabe defender, sabe sair com bola e talvez até seja caz de marcar gols em certas ocasiões.
Abraços Gloriosos.
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