por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
É Tempo de Social!
É tempo de tristeza
profunda…
“Não é de hoje que o Botafogo é um
clube absolutamente sem um comando firme assertivo. Esse é um problema que já
estava presente na gestão Textor e que, a meu ver, está sendo agravado na
gestão João Paulo. Olho para o comando do futebol e vejo um diretor que sempre
demonstra ter uma postura absolutamente passiva e uma direção de clube social
que não possui qualificação para gerir o futebol de um clube do tamanho do
Botafogo.” O autor amplia as críticas a “alguns atletas indolentes,
displicentes e acomodados” e ao presidente do Social que embora tivesse que tomar
algumas decisões, não devia ter sido “nada
próximo a montar ele próprio uma comissão técnica”. [Ricardo Azambuja, www.fogaonet.com].
Atualmente os comandos do Botafogo estão literalmente descontrolados por
virtude daqueles que ocupam cargos dirigentes a diversos níveis de liderança, enquanto
ao mesmo tempo o nosso Glorioso se aproxima a traços
largos da quarta despromoção da sua história, sempre, sempre, sempre, sempre em
‘Tempo de Social’.
A derrota – mais
uma – contra um clube na zona da despromoção que não vencia há 12 partidas,
revelou novamente fragilidades defensivas, fraca criatividade ofensiva e uma alarmante
incapacidade de controlar o jogo.
O primeiro gol,
marcado por Jajá, aos 8’, nasceu de um erro de Domingos Andrade; o segundo,
apontado por Leonel Picco no início da segunda parte, tornou a mostrar problemas
de organização e de cobertura defensiva.
A ausência de Danilo e
Montoro foi sentida no meio-campo. Cristian Medina não conseguiu assumir a
organização ofensiva, enquanto Huguinho e Domingos Andrade revelaram
dificuldades para equilibrar a equipa, deixando ao Remo frequentes espaços
entre os setores.
O ataque foi previsível
e pouco eficaz, apresentando muitas dificuldades para criar oportunidades
evidentes, faltando movimentos coordenados, profundidade e ligação entre o
meio-campo e o ataque.
As substituições, apesar
da intervenção tardia de Tite, melhoraram parcialmente a agressividade
ofensiva, mas não corrigiram os problemas estruturais, e o gol de Edenílson,
aos 82’, surgiu demasiado tarde para alterar o desfecho da partida.
Há certamente
problemas de liderança assertiva e discernimento na diretoria e no departamento
de futebol, mas o balanço do novo treinador é pior do que aquilo que o autor
destas linhas já suspeitava: 6 partidas, 1 vitória (contra o lanterna por 1x0),
1 empate, 4 derrotas e 22% de aproveitamento!!!
O comando técnico é
imensamente frágil na medida em que, independentemente da qualidade individual
dos jogadores, não progrediu minimamente para implementar uma identidade
coletiva própria, porquanto a equipe não pressiona coordenadamente, apresenta
dificuldades na transição defensiva e revela pouca capacidade para construir
ataques organizados.
De nada adiantou uma incipiente
e ineficaz posse de bola de 61%, quando nos poucos 10 remates do Botafogo apenas
2 foram enquadrados com a baliza e as jogadas concatenadas foram facilmente bloqueadas
pelo penúltimo classificado do Brasileirão.
Se contra os clubes da
zona da despromoção o Botafogo não conseguiu ter globalmente sucesso, que
esperar daqui para a frente?!
Tristeza, muita
tristeza. Uma enorme vontade de lacrimejar furiosamente e o desejo de a torcida
se organizar com assertividade e discernimento e expor publicamente o alarmante descontrolo reinante no Botafogo Social e na SAF, exigindo medidas urgentíssimas contando com a torcida e não contra ela.
Infelizmente, É Tempo
de Social, enquanto a SAF hiberna…
FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x2
Remo
» Gols: Edenílson, aos 83’ (Botafogo); Jajá, aos 8’, e Leonel Picco, aos 54’
(Remo)
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 28.10.2026
» Local: Estádio Mangueirão, em Belém (PA)
» Público: 9.760 pagantes; 13.458 espectadores
» Receita: R$ 378.700,00
» Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR); Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Rafael Trombeta (PR); VAR: Wagner Reway (SC)
» Disciplina: cartão amarelo – Domingos Andrade e Matheus Bacchi (Botafogo)
» Botafogo: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles
(Paulinho); Domingos Andrade (Edenílson), Huguinho e Cristian Medina (Tiquinho
Soares); Ziyech (Júnior Santos), Arthur Cabral e Matheus Martins (Kauan Toledo).
Técnico: Tite.
» Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Marlon Matheus (Mayk);
Zé Welison, Leonel Picco (Zé Ricardo), Patrick (Edson) e David Braga (Galeano);
Jajá (Eduardo Melo) e Gabriel Taliari. Técnico: Thiago Carpini.

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