compilação e montagem de textos de RUY
MOURA | Editor do Mundo Botafogo
A Lenda da Rosa de Turaida (ou Rosa de
Sigulda) é uma lenda do séc. XIX sobre uma jovem do séc. XVII chamada Maija
(1601-1620).
Após uma batalha no sopé do Castelo de
Turaida, em 1601, o secretário do castelo procurava sobreviventes e encontrou
uma bebé nos braços da sua mãe morta. Deu à criança o nome de Maija e criou-a como
se fosse sua. A criança cresceu e tornou-se muito bonita, sendo por isso conhecida
como a ‘Rosa de Turaida’.
Maija apaixonou-se por Viktor, o jardineiro do castelo de Sigulda (em frente a Turaida, no rio Gauja) e no outono de 1620 prepararam-se para casar. Porém, pouco antes do casamento, Maija recebeu uma carta de Viktor que lhe pedia para se encontrar com ele na gruta de Gutman, o seu local de encontro habitual.
Maija foi para a gruta com Lenta, a filha
mais nova do seu pai adotivo. No entanto, quando lá chegou, não encontrou
Viktor, mas sim um nobre ou soldado polaco chamado Adam Jakubowski, que a
perseguia com a intenção de a obrigar a tornar-se sua mulher.
Num lampejo de honra e criatividade fatal, Maija
prometeu dar-lhe o seu lenço mágico, que tinha o poder de tornar quem o usava
imune a ferimentos (em algumas versões, o lenço é impossível de cortar), se ele
a deixasse ir, e convenceu-o a testar o seu poder nela. Ele golpeou-a com um
machado e Maija morreu, tendo assim salvado a sua honra.
À noite, Viktor foi à gruta e encontrou o corpo da sua prometida, tendo sido acusado do assassínio. Mas uma testemunha chamada Peteris Skudritis compareceu em tribunal e declarou que Jakubowski o tinha encarregado de entregar a carta fatal, tendo Lenta confirmado o desenrolar dos acontecimentos.
Depois disso, Viktor enterrou a sua noiva
perto do castelo, plantou uma tília na sepultura e deixou o país para sempre. No
entanto, no século XIX foram encontrados (e publicados em 1848) documentos
judiciais que relatam acontecimentos que serviram de base à lenda.
De acordo com os documentos dos arquivos de
Sigulda, o soldado foi posteriormente capturado, julgado e enforcado pelo seu
crime.
Desde então, é costume os recém-casados
deixarem flores na campa da Rosa de Turaida, na esperança de conhecerem o mesmo
amor e devoção eternos.
No mesmo ano em que foram encontrados os documentos judiciais que basearam a lenda, o poeta báltico-alemão Adelbert Cammerer publicou o poema Die Jungfrau von Treiden (A Virgem de Treiden), em Riga, a 4 de maio de 1848.
Eis o epílogo do longo poema de Adelbert
Cammerer:
XVIII.
O fim.
Depois ele assim a meia-noite,
a madrugada acordou:
"Salve Treiden" levantou-se;
E lá, em sua amada casa,
seu último desejo e vontade,
separar-se para sempre.
Nem três vezes o seu preço de honra,
que o comprou de Segewold,
pode deter os seus passos.
Ele lança o seu olhar húmido de lágrimas
Para o seu paraíso,
e apressa-se a partir dali.
O peito profundamente curvado se move:
Nem Griffin, que cuidou de Rosa Mai;
Nem súplica, nem confiança.
A caverna que encerrava sua felicidade,
na qual o seu céu estava a afundar:
Desperta nele temor e pavor.
Em vão soou, no doce lugar',
Mais uma vez o chamado e a palavra amiga;
O desejo e a súplica da velha!
Com seu pano de rosas desapareceu
O jovem, em casa, para a terra de seu pai;
E não mais foi visto!
Endereço para o poema completo: https://www.gutenberg.org/files/21680/21680-h/21680-h.htm
Fontes da série “Camisa Gloriosa nos países bálticos”: https://en.wikipedia.org;
https://es.abcdef.wiki; https://es.wikipedia.org; https://it.wikipedia.org;
https://pt.wikipedia.org; https://travelshelper.com; https://www.itinari.com;
https://www.magnusmundi.com
Sem comentários:
Enviar um comentário