terça-feira, 12 de setembro de 2023

Camisa Gloriosa nos países bálticos: a mitologia letã (V)

 
Riga, capital da Letónia. Crédito: Ruy Moura, Mundo Botafogo

compilação e montagem de textos de  RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo

A Mitologia Letã caracteriza-se por um conjunto de crenças pagãs do povo letão reconstruídas a partir de evidências escritas e materiais folclóricos, tendo grande parte delas sido influenciadas pelos mitos russos.

As ancestrais tribos bálticas não deixaram um grande legado escrito sobre a sua mitologia até à cristianização no século XIII. Porém, desde a cristianização foram recuperados vários relatos relacionados com a mitologia letã, designadamente crônicas, relatórios de viagem, registros de visitas, relatórios jesuítas e outros relatos de práticas pagãs.

O conjunto do legado é considerado como fonte secundária na medida em que os autores não letões, não falavam as línguas e por vezes foram tendenciosos. Os materiais encontrados são imprecisos, inventivos e distorcidos pela visão do mundo cristão, bastante diverso do mundo pagão.

Não obstante, tais relatos podem ser verificados cotejando-os com as informações sobre o folclore, cujos materiais começaram a ser coletados a partir do século XIX. Há vários tipos de reconstruções, mas as características relacionadas com o céu são dominantes.

Riga, capital da Letónia. Crédito: Ruy Moura, Mundo Botafogo

O céu em si é identificado como Debeskalns, que significa Montanha Celeste, mas também designado como Montanha dos Seixos, Montanha de Prata e Montanha de Gelo, certamente por referência às estrelas e à neve. Os pesquisadores sugerem que Dievs (Deus), a divindade suprema, é também um símbolo do céu porque a etimologia do seu nome parece estar relacionada ao céu.

Saulė é, por sua vez, a deidade solar que assegura a fertilidade da terra e é a guardiã dos azarados, especialmente órfãos e jovens pastores. O seu caminho leva-a através da montanha do céu até o mar, interpretando-se como uma representação simbólica do céu ou oceano cósmico.

O mar, incluindo rios, e especialmente o rio Daugava, parecem marcar a fronteira entre os mundos dos vivos e dos mortos. Em letão, a palavra para "o mundo" é derivada da palavra "o sol" e esses mundos são referidos como "este sol" e "aquele sol". Portanto, parece que Saulė também se relaciona intimamente com o conceito de morte.

Aparentemente Saulė carrega as almas dos mortos através do mar para o mundo dos mortos e o seu movimento diário pode, assim, relacionar-se com o ciclo da vida humana com Saulė renascendo todos os dias.

Fontes da série “Camisa Gloriosa nos países bálticos”: https://en.wikipedia.org; https://es.abcdef.wiki; https://es.wikipedia.org; https://it.wikipedia.org; https://pt.wikipedia.org; https://travelshelper.com; https://www.itinari.com; https://www.magnusmundi.com

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