por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo
Esperávamos um jogo difícil
na Ligga Arena, que foi desnecessariamente sofrido, mas quebramos o tabu
num estádio tradicionalmente muito difícil, numa tarde de sofrimento ainda
maior para a arbitragem da CBF do lado de lá, que não conseguiu oferecer uma oportunidade
crucial de gol pela qual lutou heroicamente numa epopeia de longos 103 minutos
de jogo na Bragança Paulista!
A lesão por parte de Guilherme
Lopes, do Bragantino, não justificava 11’ de acréscimos e menos ainda mais 2´ além
dos 11, decididos pelo árbitro sem que tenha havido qualquer interrupção de 2’
nos acréscimos decretados.
Do lado de cá, muitas faltas
contra o Botafogo e poucas contra o Athletico em jogadas semelhantes, um
impedimento inexistente de Matheus Martins e uma bola no braço dentro da área do
Palmeiras que o árbitro ‘não viu’ e que o VARmeiras não chamou para checar –
ambas as situações com hipótese de ‘matarmos’ o jogo.
Continua o desrespeito a quem
tanto trabalha para cada jogo e se defronta com imensas dificuldades
antidesportivas com as quais entidades e clubes em geral parecem não se
importar e um mundo de torcedores que reclamam inocuamente e nenhuma
manifestação séria promovem contra a selvageria de arbitragens com escandalosas
desigualdades de critérios.
Há que perguntar sobre a
falta de critérios uniformes: é estupidez, incompetência ou maldade?
Depois do desabafo, vamos ao
jogo.
Não foi uma grande partida,
esperando-se que, apesar das dificuldades, o Botafogo fosse mais efetivo no
ataque, já que o Athletico, embora jogando em casa, não esteja atravessando um
bom momento.
Após adaptação ao gramado, o
Botafogo inaugurou o marcador aos 13’ quando Savarino endereçou mais um passe
espetacular a Igor Jesus, pela ala direita, que, acossado por um zagueiro,
rematou cruzado à saída do arqueiro num gol muito bem conseguido.
Posteriormente Luiz Henrique
teve a oportunidade de ampliar, mas chutou para fora. E pouco mais se passou na
1ª parte, já que o Botafogo, embora tenho perdido fôlego na parte final, em
favor de maior presença do adversário no seu campo, urdiu s melhores ataques,
perdidos pela clássica má finalização. Pode-se dizer que o Glorioso controlou as
investidas do Athletico, porque tanto de um lado como do outro, as bolas
perdidas foram muitas, e alguns jogadores do Botafogo mal apareceram em campo, como,
por exemplo, Thiago Almada.
Na 2ª parte, as 5’, Luiz
Henrique teve nos pés uma das duas melhores oportunidades de gol, perdendo no
cara a cara com o goleiro, que defendeu a bola, apesar de Marlon Freitas estar
absolutamente sozinho entre a marca de pênalti e a baliza escancarada. Porém,
Luiz Henrique continua sendo um jovem muito individualista, que quer fazer as
tais “coisas espetaculares” que disse publicamente que fazia no Botafogo, desconhecendo
que coisas espetaculares no futebol de hoje são sobretudo fruto de visão e trabalho
de equipe – como faz Savarino com as suas visionárias assistências.
Aos 7’ foi a vez de Savarino
chutar à entrada da área para uma boa defesa de Mycael. Entretanto, o jogo continuou
embolado e as substituições não surtiram efeito de parte a parte, três das
quais pelo Botafogo ainda foram advertidas com cartão amarelo.
Com dificuldade de saída de
bola, e excessivamente recuado, o Botafogo conseguiu, apesar disso, controlar o
Athletico cujo ataque pouco apareceu. De realce, apenas um remate dos
paranaenses aos 27’, defendido por John, e logo a seguir, aos 28’, um remate
soberbo de meia distância por parte de Savarino, a passe de Igor Jesus, que foi
embater no travessão junto ao ângulo superior esquerdo da baliza – teria sido
selada a vitória com ouro sobre azul.
No final, a pressão do
Athletico foi muita, mas inofensiva.
Melhor jogador da partida: Savarino,
que talvez seja, atualmente, o mais eficiente atleta do Botafogo; além das
assistências, Savarino também é eficaz a marcar, levando 8 gols marcados nesta
temporada. Igor Jesus atuou sensivelmente ao mesmo nível de Savarino; John,
pouco acionado, mostrou segurança em cada intervenção que efetuou.
Vencer o Athletico foi muito
importante e a rodada favoreceu claramente o Botafogo, que conquistou pontos a
oito dos nove adversários que o seguem na tabela classificativa.
Não vai ser fácil a reta
final do campeonato, mas insto os jogadores do Botafogo, nas rodadas que
faltam, a não assistir a programas desportivos sobre o Brasileirão, a não frequentar
redes sociais, a não pensar no Palmeiras, no Fortaleza ou no Flamengo e focar apenas
na vitória, jogo a jogo, no Brasileirão e na Libertadores – e agir não apenas
com o elevado nível das suas qualidades técnicas, mas também com toda a sua ALMA
em cada um dos 90 minutos, com coragem, ousadia e, se necessário, com
capacidade de sofrimento e superação até à vitória final!
OUSAR CRIAR, OUSAR VENCER!
FICHA TÉCNICA
Botafogo 1x0 Athletico
» Gols: Igor Jesus, aos 13’
» Competição: Campeonato
Brasileiro
» Data: 05.10.2024
» Local: Ligga Arena, em Curitiba (PR)
» Público: 23.646 espectadores
» Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP); Assistentes: Guilherme Dias
Camilo (MG) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP); VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
» Disciplina: cartão amarelo
– Gregore, Danilo Barbosa,
Tiquinho Soares e Matheus Martins (Botafogo) e Madson e Kaique Rocha
(Athletico)
» Botafogo: John; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza e Alex
Telles; Gregore (Allan), Marlon Freitas (Tchê Tchê) e Thiago Almada (Danilo
Barbosa); Luiz Henrique (Matheus Martins), Igor Jesus (Tiquinho Soares) e
Savarino. Técnico: Artur Jorge.
» Athletico: Mycael; Madson, Kaique Rocha, Gamarra (João Cruz)
e Esquivel; Gabriel (Praxedes), Erick e Zapelli (Nikão); Cuello (Julimar),
Mastriani (Di Yorio) e Canobbio. Técnico: Lucho González.
2 comentários:
Tendo várias oportunidades de matar o jogo, parece que o time do Botafogo quer nos fazer sofrer tensão até o final da partida. É urgente melhorar as finalizações e também as decisões de finalização, quando é para chutar passa a bola e quando é para passar chuta. Mas acho que o Botafogo teve amplo domínio da partida, embora não tenha feito uma grande partida, apenas o suficiente para vencer, mas poderia ter sido mais vibrante e feito mais um ou dois gols. Acho que o Artur Jorge precisa dar uma chamada no Luís Henrique, principalmente lembrando a ele que futebol é um jogo coletivo, e que é sempre melhor dar uma bola para o companheiro melhor colocado.
Sobre a arbitragem do jogo do Botafogo e Palmeiras, já perdi a paciência de falar sobre esses absurdos, e parece que fica claro jogo após jogo que a cbf escolheu quem ela quer que vença o campeonato.
De pleno acordo com sua colocação sobre a mídia, sempre que podem valorizam os outros e menosprezam o Botafogo, como aquela infame chamada da globo dizendo para o líder não tremer, quem tremeu foi o vice líder e, se não fosse essa arbitragem o Palmeiras teria perdido ontem. E sobre a arbitragem respondo: é estupidez, maldade e incompetência.
Para terminar, eu tenho a impressão que o gramado artificial do Atlético Paranaense é muito ruim, é da primeira geração de gramados sintéticos, e muito duro e dificulta quem não está acostumado a jogar lá, embora isso não possa justificar tantos erros de passe por parte do time do Botafogo.
Mais uma vitória importante, é pensar jogo a jogo, só vadsom o Botafogo poderá conquistar o título. Abs e SB!
"É urgente melhorar as finalizações e também as decisões de finalização, quando é para chutar passa a bola e quando é para passar chuta." Urgentíssimo, Sergio. 'Matando' o jogo não precisam sequer se esforçar tanto no resto do tempo, podendo dosear as energias.
LH é muito individualista, esquece que há mais dez em campo. No ataque aprecio bem mais Igor Jesus e Júnior Santos.
A CBF já escolheu há um tempo. Todavia, se acertarmos as decisões de finalização e as próprias finalizações podemos superar o Palmeiras.
Sobre o gramado não posso opinar, mas dá ideia que o Botafogo se adaptou.
Jogo a jogo! Abraços Gloriosos.
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