sábado, 14 de fevereiro de 2009

14 de Fevereiro


No dia 14 de Fevereiro 1966 o Botafogo realizou o primeiro jogo da Copa Carranza de Buenos Aires (Argentina) e venceu o Independiente por 2x0, com gols de Bianchini e Jairzinho. Dois dias após, o Botafogo conquistou o troféu ao vencer o Racing Club.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Goleada e terapia para Maicossuel


A primeira grande goleada do ano (mais de três gols de diferença) pode, teoricamente, confirmar uma equipa em ascensão, pelo que o resultado contra o Volta Redonda terá sido mero efeito conjuntural.
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Teoricamente, porque na prática a equipa não tem um comportamento consistente do início ao fim de cada partida.

O Botafogo começou a todo o vapor, aproveitou um escanteio cobrado por Maicossuel e concretizado por Fahel, mas não manteve essa consistência e o Friburguense acabou por empatar numa inexplicável ausência de corte de cabeça por Emerson – permitindo uma cabeçada do adversário livre de pressão.

Então, o Botafogo começou a errar passes, o Friburguense equilibrou a partida e o empate até parecia justificar-se. E é precisamente neste ponto que o Botafogo ainda não obteve consistência, isto é, parece que o seu comportamento depende da existência ou não de um gol, em vez de se manter forte e sereno e não dar espaços ao adversário.

Não se sabe se este problema decorre de falta de entrosamento, de falta de capacidade técnica ou de improvisos a mais, já que Lucas Silva alinhou também improvisadamente ao ataque. Será que os improvisos de Ney Franco estão a dar resultado?... Será que de improviso a improviso se obtém a consistência?... Se um atacante reserva não é escalado de início quando falta o titular, para que serve um atacante de reserva?.. Ou melhor, para que serve Diego se os meias podem substitui-lo desde o início?...

A verdade é que o Botafogo se reencontrou num gol meio casual. Numa jogada que não ocorreria nas equipas de 2007-2008, Maicossuel não desiste da bola, toma-a dentro da área e prepara-se para marcar quando é calçado pelo goleiro. Da grande penalidade resultou o Botafogo adiantar-se no marcador, numa jogada que mostra uma virtude muito interessante nesta equipa (e que parece ser típico das equipas de Ney), isto é, não desiste da bola, acredita e acaba por marcar. Não é o primeiro gol marcado assim este ano.

Daí para a frente só deu Botafogo, incluindo uma segunda parte taticamente bem iniciada em contra-ataques, que resultou nos 4x1 e na ‘morte’ absoluta dos friburguenses. O torcedor fica feliz com a goleada e a excelente exibição de Maicossuel, presente em todos os cinco gols (dois de sua autoria e três assistências). Constata-se, também, que se não fossem as arbitragens claramente favoráveis aos urubus, o Botafogo teria a melhor campanha do campeonato – o que abona em favor do trabalho desenvolvido por técnico e jogadores.

Por outro lado, a preparação física é muito melhor que a dos anos anteriores (verificar que Lúcio Flávio e Triguinho estão barrados no Santos devido a ausência de força física), cujo esquema ‘rebentava’ os jogadores. Creio, aliás, como escrevi à época, que algumas derrotas do Botafogo se deveram também a incapacidade de preparação física feita com os jogadores, porque a equipa quebrava na segunda parte – as finais do campeonato carioca de 2008 e as semifinais da Copa do Brasil mostraram isso mesmo.

Portanto, o Botafogo fez uma das suas melhores campanhas até agora, evidencia possibilidades de discutir a Taça Guanabara, mas… que nível de consistência se sente que a equipa possui?... Creio que Victor Simões e Maicossuel foram os homens principais até agora, cujas performances se tornaram decisivas nas vitórias. Porém, a equipa enquanto todo não me convenceu inteiramente, apesar da goleada e cinco vitórias em seis jogos.

Deve-se destacar, neste jogo, a performance magnífica de Maicossuel e o oportunismo de Fahel, o qual parece capaz de alterar subitamente o andamento de um jogo.

No entanto, não poderia terminar as minhas observações sem me referir à expulsão de Maicossuel e aos cartões amarelos. Considero que um dos problemas cruciais do Botafogo 2007-2008 foi a disciplina. No ano passado fomos o clube mais indisciplinado do campeonato brasileiro, o que não é comum entre nós. Quer em campo quer fora de campo, os jogadores têm descontrolos inaceitáveis e a comissão técnica deve punir Maicossuel, mesmo que isso prejudique o desempenho da equipa no futuro imediato. Em minha opinião´ é a única forma de o treinador manter o pulso na equipa e enviar uma mensagem muito clara a todos: é necessário manter a serenidade custe o que custar, porque o que está em causa não são despiques individuais, mas o desempenho de uma equipa que trabalha durante a semana para vencer e conquistar títulos.

Se Ney Franco fizer isso, será possível reorientar o comportamento disciplinar dos jogadores do Botafogo; se não fizer, mantemo-nos na linha ‘mole’ de treinadores, iniciada em meados de 2006, e que tem dados maus resultados à imagem do Botafogo e ao desempenho da equipa. Ficarmos privados daquele que parece ser o melhor jogador da equipa num jogo contra os urubus, e por culpa própria, demonstra que estamos perante ‘emocionalidades’ pouco profissionais e que Maicossuel prejudicou severamente o Botafogo para o jogo de Domingo – e é pago precisamente para beneficiar o Botafogo seja em que circunstância for.

Além disso, seis cartões amarelos e uma expulsão não abona em favor do desporto e da gestão da equipa, que assim se verá confrontada consecutivamente com suspensões de jogadores em momentos cruciais. Sempre em prejuízo do Botafogo e dos seus fiéis torcedores.

Não obstante, atribuo os parabéns ao Botafogo pelos nove gols em dois jogos e pelos respectivos pontos conquistados (incluindo o seu treinador, que necessita de ser mais convincente nas suas opções) e felicito especialmente Maicossuel pela melhor exibição de um jogador do Botafogo em 2009.

Não sei quem será o ´cérebro’ na ausência de Maicossuel, mas desejo calorosamente que Victor Simões seja o melhor jogador em campo no próximo jogo do Botafogo!

FICHA TÉCNICA
Botafogo 5x1 Friburgense
Gols: Fahel aos 13’ e 49’, Maicossuel aos 43’ e 50’, Reinaldo aos 57’ (Botafogo); Hércules aos 21’
Competição: campeonato carioca
Data: 12/02/2009
Local: Eduardo Guinle, em Nova Friburgo (RJ)
Arbitragem: Eduardo José Araújo; Marco Aurélio Pessanha e Cláudio Batista Ribeiro
Cartões amarelos: Léo Silva, Thiaguinho, Reinaldo, Batista, Diego, Renan (Botafogo); Elan, Emerson, Adriano, Sérgio Gomes, Cássio (Friburguense)
Cartões vermelhos: Maicossuel (Botafogo); Cássio, Crispin (Friburguense)
Botafogo: Renan, Emerson, Leandro Guerreiro e Wellington; Alessandro, Fahel, Léo Silva (Batista), Maicosuel e Thiaguinho (Alex); Lucas Silva e Reinaldo (Diego). Técnico: Ney Franco.
Friburguense: Adriano (Bruno), Sérgio Gomes, Emerson, Wallace e Crispin; Cássio, Elan, Alex e Victor Hugo (Cassiano); Hércules e Ziquinha (Tiago). Técnico: Cleimar Rocha.

13 de Fevereiro


No dia 13 de Fevereiro de 1999 o Botafogo sagrou-se campeão brasileiro de juvenis pela quarta vez ao vencer o Bahia por 2x0 na final.

No último jogo o Botafogo alinhou com Lázaro, Sidnei, Fabrício, Rafael e Arthur; Rodrigo Melo, Afonso, Roni e Carlos Eduardo; Denni e Daniel. O artilheiro da competição foi Daniel, com 14 gols, e o técnico foi Luciano Melo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rede Lusófona de investigação

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Especialmente para os que se interessam por análises científicas e, consequentemente, por análises mais rigorosas sobre os acontecimentos que respeitam aos desportos, indico a Rede Lusófona de investigação que realiza análises comparadas da experiência desportiva no Brasil e em Portugal.

Os pormenores sobre o assunto encontram-se em:

http://www.sport.ifcs.ufrj.br/projetos/portugal/
http://www.sport.ifcs.ufrj.br/destaques/portugal.html

A Rede Lusófona lançou um tema muito interessante sobre “O SPORT QUE VIROU ESPORTE, O SPORT QUE VIROU DESPORTO: UMA ANÁLISE COMPARADA DA EXPERIÊNCIA ESPORTIVA EM BRASIL E PORTUGAL”.

Outras três experiências a decorrer são as seguintes:

Mulheres e esporte: uma análise comparada entre Porto Alegre e Porto

Silvana Goellner

Este projeto justifica-se pela pouca existência, no Brasil e em Portugal, de estudos relacionados a inserção e permanência das mulheres no âmbito do esporte. Em que pesem as conquistas feministas e as conquistas esportivas das mulheres nas últimas décadas, vale pensar que nem sempre foram - e ainda não são - iguais as condições de acesso e participação das mulheres, se comparada aos homens, no campo das práticas corporais e esportivas, sejam elas no esporte de rendimento, no lazer, na educação física escolar, na visibilidade conferida pela mídia, nos valores de alguns prêmios atribuídos aos vencedores e vencedoras de competições esportivas, entre outras. Considerando o esporte como um espaço de sociabilidade e de transformação das tradicionais relações entre os gêneros, esta pesquisa objetiva, a partir do aporte teórico dos estudos de gênero do feminismo pós-estruturalista, analisar a condição de atuação de mulheres em diferentes âmbitos do universo cultural do esporte (atletas, gestoras, técnicas, torcedoras, etc.) no em Porto Alegre e no Porto com o intuito de visibilizar a participação das mulheres como protagonistas desse campo visto que, não raras vezes, elas foram e são silenciadas.

Esporte e modernidade na transição dos séculos XIX/XX: uma análise comparada entre Rio de Janeiro e Lisboa

Victor Melo

Lisboa e Rio de Janeiro, capitais de Brasil e Portugal, na virada dos séculos XIX e XX incorporavam em grande medida o desejo de modernização e sintonia com os novos sentidos e significados da modernidade, no âmbito da segunda Revolução Industrial, quando aumentou claramente o processo de interinfluencias e trocas culturais. As duas cidades também expressavam o quadro de tensões nacionais: o regime monárquico brasileiro chegava ao fim e a coroa portuguesa começava a dar sinais de esgotamento, as duas nações buscavam melhor se posicionar perante os conflitos locais e regionais. Nesse mesmo momento, o esporte, um fenômeno cultural eminentemente moderno que desembarcará nos países alguns anos antes, tornam-se mais populares e reconhecidos, passam por um processo de mudanças simbólicas e expressam em grande medida o novo conjunto de símbolos em construção. Partindo do princípio que investigar a prática esportiva pode ser de enorme utilidade para entender o contexto sóciocultural em que se insere e de que o estudo comparado pode ser útil tanto para melhor entender as realidades locais quanto a própria experiência lusófona, este estudo objetiva investigar o esporte em Lisboa e no Rio de Janeiro na transição dos séculos XIX e XX.

Escolarização e formação de atletas de futebol no Brasil e em Portugal

Antonio Jorge Gonçalves Soares

O objetivo do projeto é analisar como os jovens atletas compatibilizam a formação nas categorias de base do futebol com a escolarização básica. O esporte em economias periféricas se tornou um novo tipo de agência educativa de formação profissional que recruta jovens, em geral das camadas populares, para atuarem no mercado interno ou externo dessa indústria de entretenimento. Destacamos que esse tipo de formação profissional de jovens não tem recebido a devida atenção nos estudos da educação e não tem sido objeto de debate e reflexão nas políticas públicas que tomam o esporte como meio para fixação de crianças na escola. O estudo se justifica na medida em que: (a) Portugal e Brasil são formadores de jogadores para os principais mercados do futebol profissional na Europa e em outros continentes; (b) o principal destino dos jogadores brasileiros é o futebol Português; (c) os jogadores brasileiros possuem no mercado português uma porta de entrada para o mercado europeu de futebol; (d) o esporte é tomado como meio para as políticas de fixação dos jovens na escola. A investigação utilizará entrevistas semi-estruturadas com atletas das categorias de base sub-17 e sub 20 em dois tipos cenários de formação esportiva no Brasil e em Portugal: (1) investigar um clube em cada país que possua albergamento e escola para todos os atletas em formação; (2) investigar um clube em cada país que não possua política de oferecimento de escola para os atletas. As categorias escolhidas se justificam por serem as faixas etárias que mais se registram abandono do ensino médio em ambos países.

Tolito: da ‘esquina do Botafogo’ às torcidas organizadas e aos sambas-enredo, eis uma vida repleta e criativa – II Parte

por RUY MOURA | Editor do Mundo Botafogo Porém, antes, em finais da década de 1950, nasceu a ‘Torcida Fogolito’, indicada por uns como s...