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2 comentários:
A camisa do artilheiro foi parar na minha casa, depois da final de 1957. Meu pai, Celso Oliveira, foi aos vestuários do Botafogo e conseguiu a camisa número 8 do goleador daquela decisão. Chegando em casa, numa vila de cinco casas e um bloco de seis apartamentos (dois por anda, morávamos no térreo), alucinado, gritava "Botafogo" e girava a camisa sobre a cabeça. Os vizinhos todos aplaudiram, porque ele era querido por todos. Eu tinha apenas cinco anos e ainda imagino lembrar de cada detalhe(porque as coisas do futebol, às vezes, nos fazem extrapolar a realidade, eu bem sei). Entrando em casa, ele me viu e vestiu a camisa do artilheiro em mim, antes de abraçar e beijar a minha mãe, cheio de alegria e felicidades. A camisa tinha um buraco no lugar do escudo. Segundo ele. A "esposa do craque" sacou de uma tesourinha de unhas da bolsa que carregava e cortou o escudo, dizendo que (pasmem) deveria costurá-lo na camisa da temporada seguinte. A esposa do craque? Hilda Furacão...
Que coisa deliciosa, Cesar!!! É um acontecimento realmente único e extraordinário que fica na mente até de uma criança de 5 anos. E o pormenor da Hilda faz bem parte das histórias estranhas do Botafogo! (rs)
Abraços Gloriosos.
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