sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sonho carente

por FERNANDO MOURA PEIXOTO (ABI 0952-C)
[Deferência especial para o Mundo Botafogo]

“Acho que você deve continuar a escrever poesia, sempre que lhe vier à cabeça uma ideia boa, ou quando sentir uma emoção que pede para ser traduzida em palavras. É claro que não convém forçar a mão. Deixe que uma espécie de calorzinho interior se manifeste, levando você a escrever.” – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902-1987) ao neto Luisinho (1953), em fevereiro de 1976.

(Para Karen, abril de 2016)

O meu amor dorme tranquilo
Um sono altaneiro.
Não espera nenhum vacilo
De seu novo companheiro.

O meu amor guarda lembrança
De quando ainda era criança
E tinha seus pais vivos.

O meu amor sonha
Um sonho de vida melhor,
Uma existência abrangente.

O meu amor está carente.

Autor do poema e das fotos: FERNANDO MOURA PEIXOTO

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