[Deferência especial para o Mundo
Botafogo]
“Acho que você deve continuar a escrever poesia, sempre que lhe vier à
cabeça uma ideia boa, ou quando sentir uma emoção que pede para ser traduzida
em palavras. É claro que não convém forçar a mão. Deixe que uma espécie de
calorzinho interior se manifeste, levando você a escrever.” – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902-1987) ao neto Luisinho (1953),
em fevereiro de 1976.
(Para Karen, abril de 2016)
O meu amor dorme tranquilo
Um sono altaneiro.
Não espera nenhum vacilo
De seu novo companheiro.
O meu amor guarda lembrança
De quando ainda era criança
E tinha seus pais vivos.
O meu amor sonha
Um sonho de vida melhor,
Uma existência abrangente.
O meu amor está carente.
Autor do poema e das fotos: FERNANDO MOURA PEIXOTO

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